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Treinamento reforça importância da coleta de amostra para diagnóstico da Coqueluche

A coqueluche é uma doença infecciosa aguda e transmissível, causada pela bactéria Bordetella pertussis que compromete o aparelho respiratório, principalmente traqueia e brônquios. Um treinamento coordenado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e a área técnica da Coqueluche da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), abordou o fluxo de investigação e a coleta de amostras, para o diagnóstico da enfermidade.

Sheyla Maria Lima, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, mostrou definição de caso, situação da doença em Sergipe e destacou a importância de combater a disseminação da coqueluche. “Na Bahia e em Pernambuco foram registrados alguns casos. Em Sergipe não tiveram casos registrados. Estamos reunidos com os profissionais dos laboratórios e das vigilâncias para alertar sobre as ações imediatas nos casos suspeitos, como o bloqueio vacinal e a coleta do laboratório que é imprescindível para fechar o diagnóstico”, explicou.

No tema seguinte a responsável técnica do Sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL) do Laboratório Central  Lidiane Barreto ressaltou a necessidade da inserção das informações completas no momento do cadastro de amostras, encaminhadas pelas unidades hospitalares para testes no Laboratório Central.

Ao final do treinamento os participantes realizaram uma atividade prática ministrada pelo gerente de Microbiologia do Lacen, Lucyano Renovato Jacob com a coleta de secreção da nasofaringe para pesquisa de Bordetella pertussis, através da realização de exame de cultura (padrão ouro), como rotina, e para a realização do exame de PCR para casos específicos, como por exemplo, em situações de surto e casos de elevada gravidade. Ele também salientou a importância da organização dos materiais e insumos utilizados durante o procedimento de coleta da amostra, a utilização correta dos equipamentos de segurança, critérios de qualidade, acondicionamento e o transporte do referido material biológico.

“A capacitação tem como objetivo garantir a implementação das boas práticas de coleta, bem como o recebimento de material biológico adequado, de acordo com o padrão das metodologias aplicáveis ao diagnóstico de Coqueluche, preconizados pelo Ministério da Saúde”, informou Renovato.

Avaliação

“O curso é importante para ampliar o conhecimento sobre coleta, acondicionamento e transporte de amostras, com vistas a investigação laboratorial e epidemiológica da Coqueluche. Uma boa coleta irá colaborar de forma mais rápida e precisa com o resultado”, afirmaram as profissionais, Carla Bispo e Flávia Remígio do HUSE. A atividade contou com a participação de 30 profissionais das seguintes unidades: Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Hospitais Regionais de Itabaiana, Nossa Senhora do Socorro, Propriá, Hospital Universitário de Lagarto, Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju, além dos Hospitais, Primavera, São Lucas e Unimed.

 

fsphadm