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Paulo de Figueiredo Parreiras Horta nasceu em 24 de janeiro de 1884, na cidade do Rio de Janeiro, filho do engenheiro José Freire Parreiras Horta e de Paula Margarida de Figueiredo Parreiras Horta. Formou-se farmacêutico em 1903 pela Faculdade de Farmácia do Rio de Janeiro e, posteriormente em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 21 de janeiro de 1905, defendendo a tese “Contribuição para o Estudo das Septicimias Hemorrágicas”, da cadeira de Bacteriologia. defendida em 21 de janeiro de 1905, tendo sido aprovado com distinção.

O Dr. Parreiras Horta viveu sob a influência das idéias prevalecentes da época, oriundas do Velho Continente, principalmente da França, em que a Medicina deveria ser conduzida por conceitos fisiopatológicos. O termo fisiopatologia, o estudo das doenças fundamentada na fisiologia, deve tudo a Claude Bernard, que criou a Medicina Experimental.

O mundo no final do século 19 até o final da 2ª Guerra Mundial, vivia a crença que a Ciência e a Medicina, através das pesquisas e da benemerência, legaria à humanidade um futuro venturoso, rico e saudável. As palavras e o espírito de pesquisador de Claude Bernard na “Introduction à le étude de la médicine experimentale”, em 1865, constituía-se inspiração para os jovens médicos, quando ensinava, categoricamente: “A inspiração dos médicos que não se esteiam na ciência experimental é só fantasia, e é em nome da ciência e da humanidade que devemos reprová-la e baní-la”.

O lugar ideal para as aspirações o então estudante Parreiras Horta, seria o pequeno centro da ciência, o Instituto Manguinhos, criado e dirigido por Oswaldo Cruz, que de 1904 a 1907 recebeu interessados em pesquisa, alguns ainda estudantes, como Rodolpho Abreu, Borges da Costa, Affonso Mac Dowel, Gomes de Faria, Raul de Almeida Magalhães, Rubens de Campos, Authur Neiva, João Pedro de Albuquerque, Pires Salgado, Authur Moses, Aleixo de Vasconcelos, Eduardo Marques, Jayme Aben-Athar, Antonio Periassú, José de Mendonça, Thompson Motta, Francisco Catão, Abreu Fialho, Octavio Rego Lopes, Jesuíno Maciel, Leão de Aquino e Almada Horta.

Muitos deles ainda eram estudantes de medicina, como Parreiras Horta, que desejavam elaborar suas teses de final de curso sobre assuntos originais no campo da Hematologia, Sorologia, Bacteriologia, Parasitologia, Anatomia Patológica, Entomologia que até 1906 eram os trabalhos mais desenvolvidos na Instituição. Outros eram médicos que vinham em busca de conhecimentos especializados sobre a medicina experimental, ou em busca do conhecimento necessário para prestação de concursos no campo da Saúde Pública, especialidade médica que começava a se tornar importante no meio médico.

Em 1904, desejoso de seguir a carreira de pesquisador, no último ano do seu curso de Medicina, procurou o Instituto Manguinhos. Entre 1906 e 1907, fez o Curso de Especialização em Microbiologia no Instituto Pasteur em Paris.

Através de portaria datada de 30 de agosto de 1909, foi nomeado para exercer o cargo de Assistente do Instituto de Manguinhos, em substituição ao Dr. Henrique de Figueiredo Vasconcelos. Admitido no Instituto como pesquisador, a convite do Prof. Oswaldo Cruz, passou a desenvolver seus trabalhos no campo da bacteriologia e da dermatologia.

A partir de 01 de outubro de 1911 foi contratado em definitivo como Assistente do Instituto, ficando por pouco tempo, pois em 08 de março de 1912, a seu pedido, foi exonerado do cargo por ter sido nomeado Chefe da Secção Técnica da Diretoria Geral do Serviço de Veterinária do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio.

Em 1917 foi nomeado professor catedrático de Microbiologia e Parasitologia dos Animais Domésticos, da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária, do Rio de Janeiro.

Em 1919 exerceu o cargo de Diretor da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária e integrou o corpo clínico da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, trabalhando no Serviço de Dermatologia e Sifiligrafia, onde sucedeu ao Dr. Werneck Machado e foi substituído pelo Dr. Ramos e Silva.

CONVITE PARA VIR A SERGIPE

Tornou-se grande amigo do Dr. Maurício Graccho Cardoso e este, quando estava no Rio de Janeiro, freqüentemente se encontrava com o Dr. Parreiras Horta para trocar idéias. Foi esta amizade, além do seu espírito empreendedor, que o fez vir a Sergipe em 1923 e aceitar o desafio de construir e fundar o Instituto Parreiras Horta, o primeiro no gênero a ser criado no norte e nordeste do país. Foi uma mudança que mobilizou toda a sua família, pois trouxe com ele sua esposa Ruth e seis filhos pequenos, deixando em Petrópolis apenas Paula e Carlos, que estavam estudando.

Em Aracaju, dedicou-se com empenho na fundação do Instituto Parreiras Horta, instituição que foi criada através da Lei nº 836 de 14 de novembro de 1922, destinada a completar a nova estrutura de Saúde Pública estadual. Foi responsável por toda a concepção arquitetônica e organização funcional da nova entidade, acompanhando diariamente a construção do prédio, tijolo por tijolo, localizado no mesmo lugar onde ainda hoje presta serviços à comunidade sergipana.

Em dezembro de 1925, o Dr. Parreiras Horta, terminada mais uma das suas bem sucedidas missões, tendo contribuído decisivamente para o desenvolvimento da prática médica e a implantação da medicina científica em Sergipe, retorna ao Rio de Janeiro, deixando em seu lugar como diretor da nova instituição, o médico Dr. João Firpo Filho.

Fonte: pesquisa Henrique Batista e Silva

Médico cardiologista, professor de História da Medicina, diretor do Hospital Universitário e membro da Academia Sergipana de Medicina.

O Instituto Parreiras Horta, foi criado através da Lei nº 836 de 14 de novembro de 1922,  no governo de Maurício Graccho Cardoso e inaugurado em 05 de maio de 1924, para completar a nova estrutura de saúde pública estadual. O instituto teve como primeiro dirigente o professor Dr. Paulo Parreiras Horta que permaneceu a frente da instituição até 8 de dezembro de 1924.

Na época de sua fundação, o Instituto tinha como principais atribuições, preparo e a distribuição das vacinas antivariólica e antirábica. Realizava o tratamento das pessoas mordidas por animais suspeitos de raiva e ao exame bacteriológico.

Possuía laboratório de análise clínica, bacteriológica e química, além de funcionar também como um centro de pesquisas médicas. O início da construção, em 23 de julho de 1923, repercutiu favoravelmente no meio médico e na sociedade sergipana, porque através da sua capacidade científica, poderia contribuir para esclarecer as chamadas ‘febres de Aracaju’, como também contribuiria decisivamente para elevar o padrão do atendimento da saúde da população, através dos exames de laboratório, contribuindo concretamente para o exercício da medicina cientifica em Sergipe.

Em 27 de janeiro de 1956, passa à autarquia integrando a administração indireta do Estado de Sergipe. Totalmente reestruturado em 1981, é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, como LABORATÓRIO CENTRAL DE SAÚDE PÚBLICA – LACEN, cuja finalidade de realizar atividades de saúde pública.

Já em 30 de dezembro de 2004, ocorre uma nova reestruturação e passa a ser designado como HEMOLACEN, resultado da fusão do Centro de Hemoterapia de Sergipe – Hemose e Lacen.

FUNDAÇÃO DE SAÚDE PARREIRAS HORTA – FSPH

Foi criada através da Lei nº 6.346, de 02 de janeiro de 2008. A FSPH é integrante da Administração Pública Indireta do Poder Executivo do Estado de Sergipe, dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse coletivo e utilidade pública, com autonomiagerencial, patrimonial, orçamentária e financeira, quadro de pessoal próprio e prazo de duração indeterminado.

A FSPH é vinculada à Secretaria de Estado da Saúde – SES e, por esta, é supervisionada, nos termos e para os fins constantes da legislação pertinente e de seu estatuto. A Fundação tem sede e foro na Cidade de Aracaju, Capital do Estado de Sergipe, e jurisdição em todo o território estadual.

A FSPH tem por finalidade prestar serviços relativos à coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e hemoderivados, através da unidade HEMOSE. Prestação de serviços laboratoriais, através da unidade LACEN – Laboratório Central de Saúde Pública e de verificação de óbito, através da unidade SVO – Serviço de Verificação de Óbitos.

Os serviços de saúde prestados pela Fundação são organizados em conformidade com as diretrizes e normas do SUS – Sistema Único de Saúde, devendo servir de campo de prática para ensino e pesquisa na área da saúde.

A estrutura organizacional básica é composta pela Diretoria Executiva e o Conselho Curador.

A Diretoria Executiva, órgão de direção subordinada e de administração superior, responsável pela gestão técnica, patrimonial, financeira, administrativa e operacional, composta de três diretores: Diretor-Geral; Diretor Administrativo-Financeiro; e Diretor Operacional.

org_fsph

Prestar serviços de qualidade à população nas áreas de hemoterapia, hematologia e diagnósticos necroscópicos e laboratoriais de vigilância em saúde de forma humanizada.

Ser reconhecida como referência pela excelência dos serviços prestados no âmbito dos diagnósticos de vigilância em saúde e necroscópicos, hemoterapia e hematologia, e pesquisas em saúde pública.

  • Comprometimento
  • Eficiência, Eficácia e Efetividade
  • Ética
  • Humanização
  • Inovação e Pesquisa
  • Qualidade
  • Qualificação
  • Sustentabilidade
  • Transparência

A Fundação de Saúde Parreiras Horta, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), assume o compromisso de:
Zelar pelo bom funcionamento do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) em submissão aos critérios das normas nacionais, internacionais e legislação vigente.
Buscar dinamicamente a melhoria contínua, focando em eficiência, eficácia e efetividade, resguardando os objetivos da qualidade e realizando análises críticas periódicas.
Atender de forma humanizada as necessidades dos usuários do SUS, visando a satisfação com os serviços prestados.